CONTRA O IV REICH!

16 Set

É HORA DE PORMOS AS BANDEIRAS A MEIA HASTE… POR ARREPENDIMENTO, É VERDADE!

As forças do capital financeiro alemão mais o seu Poder Político preparam-se para esmagar economicamente os pigs da União Europeia; e, agora, com o atrevimento inaudito de um qualquer ministro (sabe-se lá descendente de quem estaria a fazer o quê entre 1939 e 1945) recomendar-lhes que ponham a bandeira a meia haste.

Mas, de facto, pensando bem, devem fazê-lo. Desde a 2ª Guerra Mundial, as bandeiras de toda a Europa, com a alemã à frente, deviam estar a meia haste em memória dos crimes inomináveis do exército alemão e das SS de Hitler, que, durante muito tempo (e apesar da resistência heróica de alguns alemães) foram entusiasticamente aplaudidas e adoradas de grande (julgo que mesmo maioritariamente) parte do povo alemão.

O exemplo devia partir do Bündestag, da Bolsa de Frankfurt, das sedes das múltiplas empresas que forneceram tecnologia de guerra (incluindo o gás das “câmaras da morte” em Awschwitz e Dachau para matar milhões de judeus), que fizeram milhões e milhões de mortos num delírio de um paranóico. Mais: esse ministro devia usar mesmo burka, não por motivos de Fé religiosa, mas para esconder a boca que vomitou obscenidades políticas, não muito longe da do seu compatriota Göbbels.

Eu sei que há quem possa pensar, com ingenuidade: “Co’s diabos! Os alemães, que têm uma economia forte, também têm direito a não querer ver o seu dinheiro ir para os países em crise”… Mas esse raciocínio põe em causa a ideia de União Europeia. Era como se, por exemplo, o litoral português se achasse no direito de solicitar ao seu Governo que não construísse estradas para o interior, pondo em causa a própria coesão nacional, porque essas aldeias não produzem ao mesmo ritmo.

Mas nem sequer se trata só de falta de solidariedade. Trata-se de ingratidão e “cão que morde a mão de quem lhe deu de comer”! É que se a economia alemã cresceu o que cresceu, em parte, em grande parte, foi não só porque os vencedores da 2ª Guerra Mundial não lhe impuseram o ressarcimento dos prejuízos económicos e patrimoniais que lhes provocaram, as obras de arte que lhes roubaram, as empresas e contas e ouro apreendido aos judeus e o valor moralmente incontável das vidas que ceifaram, também elas com consequências económicas para viúvas, órfãos e milhares de mutilados… E mais (mesmo que por razões de algum interesse bi-lateral da parte dos Estados Unidos, mas com a concordância dos demais vencedores da 2ª Guerra Mundial, que integram hoje a União Europeia) foi também o Plano Marshall que ajudou à reconstrução da economia alemã: bem mais destruída por si mesma, pela política económica nazi, do que pela devastação auto-defensiva de Dresden, mas reconstruída pelos inimigos da véspera.

Lembremos que os “pigs” de hoje receberam, em conjunto, 569 milhões de dólares do Plano Marshall, enquanto a Alemanha Federal recebeu só para si 1.448 milhões. Ou seja 57% da verba destinada a si mais a Grécia, a Irlanda, Portugal; e mesmo a Espanha, que nada recebeu. E valerá a pena lembrar também que muita da força de trabalho que ajudou ao “milagre alemão” veio das mãos de imigrantes oriundos das terras dos “pigs”.

De facto, devíamos todos – não só em memória das vítimas do holocausto e da perseguição nazi – pôr as bandeiras nacionais a meia haste. Pô-las também em sinal de arrependimento de termos contribuído para que essa Alemanha, que levou a a Srª Merkell ao Poder e de lá a pode tirar por achar que é “excessivamente caridosa”, se soerguesse com os velhos desejos, ainda que não com V2 e Panzers, de dominar a Europa e, a partir dela, mostrar a “superioridade ariana”, talvez começando por destruir a memória desta mesma Europa, derrubando o Partenon, por exemplo, enquanto desavergonhadamente se mantém na letra do Hino alemão o “Deutschland übberralles”!

Perante isto, como diria o Scolari: “ E o pig sou eu?”… Ah, que bonito foi o calcanhar de Madjer mesmo ali, contra os bávaros, na terra natal do Fhürer!…

Não há duas sem três. Se perderam em 18 e em 45 no século XX, não esperem futuro diferente no século XXI. Mesmo sem De Gaulle e com Sarkozy, sem Churchill e com Cameron, sem o Exército Vermelho e sem Roosevelt, os povos existem.

Castro Guedes

Encenador, mas ao caso cidadão europeu

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